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Golpe digital assusta moradores florenses

Criminosos invadem as redes sociais e usam fotos e vídeos para convidar amigos para um esquema de pirâmide

Criminosos invadem as redes sociais e usam fotos e vídeos para convidar amigos para um esquema de pirâmide

A cada mês, 21 pessoas procuram a Delegacia de Flores da Cunha para relatar que foram enganadas por criminosos. Esta é a média apresentada pelos indicadores da Secretaria Estadual de Segurança Pública, que apontam que o município registrou 229 casos de estelionato de janeiro a novembro.

Os crimes são variados, mas a maioria acontece pela internet e redes sociais. Inclusive, um novo golpe digital preocupa. Os criminosos conseguiram invadir contas de Facebook e começar a se passar pelas vítimas para tirar dinheiro dos seus familiares e amigos. Utilizavam deste laço de confiança para seduzir para um esquema de pirâmide financeira.

As vítimas eram enganadas por falsas promessas de investimentos rápidos e altos retornos financeiros. O modus operandi envolve a manipulação de imagens e vídeos falsos.

 

O golpe

A motorista Flávia Lira, de 43 anos, foi enganada pelos bandidos que se passaram por uma amiga e, depois, invadiram a conta dela. Os fatos ocorreram há 15 dias.

— Uma das etapas para participar (do suposto retorno financeiro) era gravar um vídeo dizendo que você investiu R$ 200 e ganhou R$ 2 mil. Depois que descobri que era um golpe, eles continuaram usando minhas fotos antigas para postar nos stories com falsas imagens ao fundo dizendo que obtive sucesso — detalha.

Flávia relata que, na tentativa de se passar por ela, os invasores postaram suas fotos antigas.

— No Facebook, (os estelionários) postaram 78 fotos antigas minhas em sequência, numa tentativa de provar que de fato era eu mesma que ainda estava administrando a conta.

Com as imagens de Flávia, os criminosos conseguiram enganar a amiga dela, Kátia, de 46 anos, que prefere não divulgar seu sobrenome. Ela caiu no golpe acreditando nas postagens que supostamente eram de Flávia.

— Na época da pandemia de Covid-19, tínhamos uma parceria. O tempo passou, mudei de emprego e perdemos um pouco o contato. Uma semana antes do pagamento, o perfil dela postou nos stories do Facebook que estava fazendo um investimento, achei legal e curti. Logo depois me chamaram no bate-papo.

Kátia acredita que os golpistas usaram o histórico das conversas anteriores para tornar a abordagem mais convincente. Orientada pelos criminosos, ela gravou o vídeo acreditando que participava de um investimento legítimo. Por fim, Kátia conta sobre o desespero após perceber que sua conta também havia sido invadida. Como muitos, ela nunca pensou que poderia cair em um golpe.

— Depois que mandei o vídeo, apagou tudo, perdi a conta e entrei em desespero. Demorou para cair a ficha, porque a gente sempre escuta dos outros e critica quem cai, mas nunca pensa que podemos cair também. Entrei em pânico — lembra. 

 

Polícia Civil

A delegada Suélen Breda Panizzon aponta que está em investigação sobre um grupo que pratica esse tipo de fraude.

— Há suspeitas de organizações criminosas que atuam e se especializam na prática desses golpes, inclusive são indivíduos que estão presos. Infelizmente, eles têm acesso (ilegal) a telefones celulares e, de dentro do presídio, praticam esse estelionato virtual.

A delegada orienta sobre os procedimentos que as vítimas devem seguir nesses casos.

— Elas devem primeiramente avisar aos familiares e a seus conhecidos acerca do ocorrido (invasão das contas), a fim de evitar depósitos indevidos de dinheiro. Após, devem contatar a rede social invadida, geralmente por e-mail disponível na internet ou no aplicativo, bem como registrar um boletim de ocorrência pelo site da Delegacia online — recomenda.

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