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Sistema antigranizo para a Serra recebe aval da Fepam

Reunião foi mais um passo no projeto que busca reduzir as perdas na agricultura
O presidente do STR, Ricardo Pagno, e o deputado Guilherme Pasin representaram os interesses da Serra na reunião em Porto Alegre. (Foto: Andrei Severo, Reprodução)

A Fepam-RS deu sinal positivo para o andamento do projeto de instalação de um sistema antigranizo na Serra. A expectativa é que ainda em abril seja feita uma nova reunião com prefeitos da região para definir quais municípios participarão. Flores da Cunha e Nova Pádua demonstram interesse desde o início da proposta, inclusive participando de excursões para Santa Catarina onde o sistema já opera há três décadas.

O encontrou da última segunda-feira (31) ocorreu na Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema), em Porto Alegre. Além do secretário-adjunto da Sema-RS, Marcelo Camardelli Rosa, estiveram presentes o diretor-presidente da Fepam, Renato Chagas, o presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebelatto, e o deputado estadual Guilherme Pasin (PP), que é presidente da Frente Parlamentar da Serra Gaúcha na Assembleia Legislativa.

Representando os anseios dos produtores rurais de Flores da Cunha e Nova Pádua, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares (STR), Ricardo Pagno, esteve presente e demonstrou otimismo com os próximos passos.

— Estamos tentando emplacar este projeto antigranizo, ver se realmente sai do papelo. Uma das dúvidas era o licenciamento ambiental. O sinal foi positivo, que está tudo de acordo para iniciar o projeto. Deve ser feita uma parceria com algum laboratório para monitorar o projeto e qualquer possível contaminação. Mas, o projeto já ocorre em Santa Catarina, é monitorado e nunca teve nenhum problema — aponta Pagno.

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O sistema antigranizo, que já demonstra resultados positivos em Santa Catarina há mais de 30 anos, utiliza geradores para queimar iodeto de prata. O gás sobe até as nuvens e diminui o tamanho das pedras de gelo, evitando que estas atinjam as plantações ou telhados e causem prejuízos. Para saber quando ligar o equipamento, é utilizada uma estação climática que monitora as nuvens carregadas.

— Este sistema tem se mostrado eficaz em diversas regiões, e acredito que sua implementação no Rio Grande do Sul será um marco para a agricultura do estado, protegendo nossas lavouras contra os danos causados pelo granizo. É uma defesa importante para o setor da uva, para nossos agricultores e para a fruticultura como um todo — destaca o deputado Pasin.

O encontro em Porto Alegre também discutiu as etapas regulatórias. Novos documentos deverão ser enviados à Sema-RS para dar continuidade aos estudos de implementação da tecnologia.

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