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Pessoas com deficiência em Flores da Cunha reclamam da falta de fiscalização e escassez de vagas de trânsito

Porta-vozes da causa da acessibilidade clamam por melhorias nos estacionamentos na área central da cidade

Porta-vozes da causa da acessibilidade clamam por melhorias nos estacionamentos na área central da cidade

A escassez de vagas para pessoas com deficiência (PCD) e a falta de fiscalização nas existentes são queixas recorrentes na Terra do Galo. Yuri de Moraes, um dos porta-vozes da causa da acessibilidade, relata que teve uma conversa com o secretário municipal de Trânsito, Emerson Ubirajara, e este afirmou que “pela quantidade de pessoas com deficiência na cidade, seria necessário ter, em média, duas vagas por quadra”.

— Não vemos essa quantidade, as vagas para PCD são muito reduzidas. E também falta fiscalização. Canso de passar pelos lugares e ver carros estacionados nessas vagas (com motoristas que não são portadores de deficiência). Tenho que ir lá e perguntar: “Você tem algum tipo de deficiência para usar essa vaga?” Isso depois de eu ter que estacionar duas quadras longe do local — denuncia o paratleta.

Um ponto problemático fica no CFC Florense, na rua Borges de Medeiros com a Júlio de Castilhos, um serviço público que pessoas com deficiência física precisam acessar. José Carlos Catafesta, 73 anos, que utiliza o carro como principal meio de transporte no município devido ao diagnóstico de distrofia muscular, manifesta que a vaga próxima ao estabelecimento é uma demanda antiga.

— No CFC Florense, precisa de uma vaga para deficientes. Estamos pedindo isso há quatro anos, porque ali também vão deficientes físicos para renovar a carteira de habilitação, e ainda não fizeram a vaga. Agora, veja bem, na rua Júlio de Castilhos, em frente à farmácia São João, do outro lado da avenida, fizeram uma vaga. Para quê? Tem uma vaga no Mercado Vermelhão, mas quantos metros são dali até lá? Uns 20 metros. Fizeram onde não precisava — reclama Catafesta (foto acima).

O paratleta também aponta vagas específicas com problema, como na rua Borges de Medeiros, próxima à loja Claro e à conveniência Bokão: 

— Por exemplo, aqui na frente do Bokão, tem uma árvore do lado da vaga. Para quem dirige, é tranquilo, como eu, mas para quem anda de carona e precisa sair do carro não tem como. Deveria ter uma associação, ou algo do tipo, acompanhando esse processo quando a prefeitura for elaborar esse projeto. É muito importante passar esta visão de quem realmente enfrenta esses problemas e dificuldades, isso ajudará a melhorar a acessibilidade do município — opina Yuri de Moraes.
 

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