Prefeitura afirma agir com cautela e aguardar estudos diante do risco de desabamentos
As fortes chuvas de maio causaram estragos que ainda incomodam os moradores do bairro União, especialmente na rua Papa João XXIII. Eles reclamam da demora para solucionar uma cratera na via pública que gera riscos de desmoronamento às residências.
A casa mais próxima pertence a Marco Roberto Conceição, 50 anos, que precisou deixar o local. Sua residência está interditada desde maio e ele foi direcionado para outro endereço, com apoio da prefeitura.
— Gostaríamos de voltar a morar aqui (na rua João XXIII). O problema é que precisa de uma drenagem, pois a água passa por baixo da nossa casa. No momento, estamos no Loteamento Sonda, mas tenho meus amigos aqui no União — conta Conceição.
Na casa ao lado, Libera Josefina Mattiollo de Oliveira, 84, demonstra preocupação.
— Eu moro sozinha. Eles (prefeitura) só vêm dar uma olhada no buraco e não fazem nada. A minha casa já encheu de água umas duas vezes, mas também não fizeram nada. Tive que abrir uma valeta — lamenta Libera.
A costureira Terezinha Godoi, 62, moradora há 20 anos do bairro, pede respostas do Poder Público.
— Defendo o meu bairro e o que sinto é que estamos abandonados. Tem muito lixo na rua. E tem esse buraco desde maio, que está muito perigoso. As crianças podem cair e as casas podem vir a baixo — protesta Terezinha.
Confira na íntegra a nota da prefeitura:
“Com a enchente de maio, a tubulação de drenagem na Rua João XXIII, no bairro União, não suportou o grande volume de água e acabou rompendo. Durante a análise inicial, identificamos que essa tubulação, localizada a aproximadamente seis metros de profundidade e passando sob algumas residências, estava seriamente comprometida, gerando problemas estruturais graves e representando um risco iminente para as casas construídas sobre a rede.
Devido à gravidade da situação, nossa prioridade foi garantir a segurança das famílias. Realizamos a remoção das pessoas que residiam no local e as transferimos para um espaço seguro. Em seguida, iniciamos os estudos técnicos necessários, incluindo um levantamento de engenharia para avaliar a melhor forma de intervenção.
Também foi necessário contratar um geólogo para elaborar um laudo técnico sobre as condições do terreno. Esse laudo, aliado aos demais estudos, está direcionando as decisões quanto às próximas etapas, que podem indicar, inclusive, a demolição de algumas casas que já foram interditadas devido ao risco estrutural. Estamos conduzindo o processo com muita cautela, considerando todos os fatores necessários.
Após a conclusão dessas etapas e com a segurança garantida, será possível realizar a substituição da tubulação de drenagem e, por fim, a repavimentação da via. Reforçamos nosso compromisso com a solução definitiva da situação e contamos com a compreensão da comunidade”.