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ERS-122 se torna mais perigosa para motoristas de outras regiões

Em janeiro, dois acidentes envolvendo caminhões tiveram mortes na rodovia

Em janeiro, dois acidentes envolvendo caminhões tiveram mortes na rodovia

Novamente, um acidente fatal foi registrado na ERS-122. É o segundo no trecho de Flores da Cunha neste primeiro mês de 2025. Desta vez, foi no km 106 da rodovia, que liga o município a Antônio Prado, onde um caminhão perdeu o controle e colidiu contra o paredão de pedras. O que chama atenção é que, mais uma vez, a vítima é de fora — o caminhão tinha placas de Mato Grosso do Sul — o que foi um padrão no último ano.

 O caminhoneiro florense Ederson Toldo, 44 anos, que trabalha com transportes desde 2007, opina que a rodovia é perigosa, mas o conhecimento e prevenção dos motoristas locais evita mais acidentes. Quem não conhece a rodovia, acaba perdendo o controle com mais facilidade.

— Tem muita imprudência e também a pressa por parte dos motoristas. Além de falta de sinalização informando que a rodovia é perigosa. A ERS-122 não tem áreas de escape. Sem falar que o pessoal está acostumado com rodovias mais planas, como é a BR-101, onde dá para andar mais rápido. Porém, quando chega na Serra encontra um relevo atípico, que é muito íngreme e fechado. É preciso ter mais avisos nesses pontos de riscos. E precisamos de mais redutores de velocidade — enfatiza Toldo.

Sobre este maior número de acidentes com caminhoneiros de fora, Toldo pontua que ter mais informações nos mapas online, como os do Google, ajudaria nesta segurança viária. O florense lembra que, no passado, os mapas de papel informavam os perigos de determinadas estradas.

— Teria que colocar um aviso “Trecho de Serra altamente perigoso”. O que existe é muito superficial, tanto pro lado de Caxias do Sul quanto para o lado de Ipê. O motorista precisa estar preparado para o que terá pela frente. Na nossa região, temos que trabalhar na prevenção e a única forma é com informação. E quem é de fora, que não conhece a estrada, precisa ficar ainda mais atento — opina.

O caminhoneiro Jair Mezomo, 46, também reforça a necessidade de que a rodovia seja melhor sinalizada, especialmente em função de quem não conhece a Serra.

— A nossa região é complicada para dirigir, principalmente por ser uma serra. Ela parece ser uma serra “levezinha”, só que acaba aquecendo muito os freios. E, depois tem um monte de curvas. É necessário ter áreas de escape para o motorista que fica sem freio. A sinalização também é bem importante — pontua Mezomo, que trabalha dirigindo desde os 18 anos.

Este trecho de maior perigo para Antônio Prado, onde ocorreram estes acidentes com morte, é onde será instalado um radar de velocidade anunciado pela concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG). O equipamento, que ficará antes da ponte, no km 106, será instalado em fevereiro. Outra lombada eletrônica também está anunciada para o km 92, no bairro Pérola, onde atualmente está inoperante um equipamento de teste.

O comandante da 1ª Companhia Rodoviária, capitão Melk Lima de Almeida, ressalta o trabalho de conscientização e fiscalização preventiva feito em parceria com a concessionária.

— Observamos, na análise das ocorrências do trecho (ERS-122 em Flores da Cunha), que a maior parte dos motoristas que por ali transitam não é da região. Estamos trabalhando em parceria com a CSG para implementação de novas placas de orientação no eixo em questão. Além disso, estamos com a presença constante do policiamento ostensivo rodoviário — sublinha.

O acidente

O mais recente acidente, o segundo com morte em janeiro, registrado neste ano, ocorreu por volta das 11h da última sexta-feira (24). Terezinha de Fátima Garzon dos Santos, 72 anos, era passageira do caminhão que perdeu o controle  no km 104 e colidiu contra um paredão de pedra. O motorista do veículo foi socorrido e encaminhado, em estado grave, para o hospital Nossa Senhora de Fátima. O caminhão tinha placas de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Próximo a este mesmo trecho da rodovia, no km 104, ocorreu o primeiro acidente fatal do ano em Flores da Cunha. Foi na tarde de 9 de janeiro e a vítima foi o motorista que conduzia um caminhão no sentido a Antônio Prado quando perdeu o controle do veículo, que caiu no barranco. Antonio Rivael do Nascimento, 50, era natural do Paraná.

 

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